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Guia · Ocupação

O que muda quando o imóvel do leilão está ocupado?

Arrematar é comprar a propriedade; ter a chave é outra história. Um imóvel ocupado atrasa a posse em meses, custa um acordo ou uma ação, e joga tudo isso contra o retorno. O Scan lê a ocupação no edital e na matrícula, aplica a premissa correspondente e mostra o que ela custou.

O que "ocupado" significa num leilão

O edital costuma dizer se o imóvel está ocupado — pelo antigo proprietário, por inquilino, por terceiro sem título — ou desocupado. Em leilão judicial, a arrematação transfere a propriedade, mas a imissão na posse pode exigir ordem judicial separada e, na prática, negociação. Em leilão extrajudicial de banco, o novo dono também precisa desocupar, e o caminho é acordo ou ação de reintegração. Nos dois casos, o que muda não é o direito: é o prazo e o dinheiro até você poder reformar ou vender.

O que a ocupação faz com a conta

O modelo do Scan trata desocupação como o principal sumidouro de prazo e dinheiro da cascata:

  • Desocupado: posse em ~1 mês, sem custo de desocupação.
  • Ocupado: posse em ~10 meses e R$ 25.000 de acordo ou ação — uma premissa, marcada como tal.
  • Judicial: mais 4 meses e mais 1% de honorários, pelo risco de embargos à arrematação.
  • Invasão registrada na matrícula: 18 pontos a menos no score, porque prazo e custo ficam incertos.

9 meses a mais de ciclo não mudam só o custo de desocupação: multiplicam o carrego de condomínio e IPTU e diluem o retorno anualizado. Um negócio que renderia 30% ao ano em 8 meses rende bem menos em 17 — com o mesmo lucro em reais. É por isso que a ficha mostra prazo do ciclo ao lado do resultado, e não só o resultado.

Como o Scan sabe se está ocupado

Três fontes, nesta ordem de precedência: o que você apurou e corrigiu na ficha; o que o agente leu no edital ou na matrícula, com o trecho literal conferido pelo código antes de valer; e o que a fonte declarou no anúncio. A ficha mostra as duas últimas lado a lado quando divergem — corrigir não é apagar, e afirmar como dado da fonte um número nosso quebraria a distinção que sustenta o portal.

Quando nenhuma das três diz nada, o campo fica desconhecido, e o modelo usa a premissa intermediária (2 meses de posse, R$ 15.000). "Não sabemos" é diferente de "desocupado", e a régua de confiança do score reflete isso.

O que conferir antes do lance

  • A cláusula de ocupação do edital, e se ela diz quem ocupa e a que título.
  • Na matrícula, averbações de penhora, arresto, usufruto ou invasão — cada uma muda a saída.
  • Se há contrato de locação vigente: em alguns casos o inquilino tem direito de permanecer até o fim.
  • Quem paga o condomínio durante a desocupação — em geral, o arrematante, do dia da arrematação em diante.

No catálogo agora

Veja os lotes marcados como ocupados — e a conta com esse custo.

O filtro de sinais separa os imóveis em que a fonte ou o documento declara ocupação. A ficha mostra os meses e o custo que a premissa adicionou ao ciclo.

Abrir o catálogo com o sinal de ocupação

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